Comunidade São Vicente de Paulo em Destaque!

 Comunidade São Vicente de Paulo

 
 No começo era a Vila Vicentina
 
A Comunidade São Vicente de Paulo tem uma história recente, de pouco mais de 40 anos, de muitas lutas e conquistas, evidenciando a importância da união das pessoas para a realização de um trabalho coletivo, em benefício de todos. Tudo começou nos anos 1960. No início era um conjunto de casas populares, de propriedade da Sociedade São Vicente de Paulo, situado às margens do Córrego Vaca Brava, na periferia de Goiânia, fora do perímetro urbano.
 
A Vila Vicentina, como era chamada, foi construída para acolher famílias desabrigadas, especialmente as pessoas portadoras de deficiências ou idosas. Dela faziam parte as residências, um salão destinado a reuniões e aulas de ensino profissionalizante, atividades de recreação, uma escola de ensino fundamental, que funcionava em convênio com a Secretaria Estadual da Educação, uma capela etc.
 
 
SURGIMENTO
 
Por volta de 1967, com o surgimento e expansão dos setores Bueno, Jardim América, Vila Americano do Brasil e Vila Santa Efigênia, aos poucos foi se formando uma população urbana ao redor da Vila Vicentina.
 
Com o aumento da população, o funcionamento da escola, que acolhia crianças dos bairros adjacentes, e a presença de voluntários moradores da redondeza, que participavam dos trabalhos de assistência às famílias moradoras da Vila, criou-se ambiente oportuno e o desejo da população da vizinhança de formar uma comunidade eclesial. A idéia era aproveitar a estrutura física já existente, como a Capela, o salão para reuniões e a escola que, no início, foi usada para aulas de catequese, nos finais de semana.
De acordo com os moradores mais antigos, já ocorriam Celebrações Eucarísticas esporadicamente, sob a direção dos frades dominicanos da Paróquia de São Judas Tadeu, sediada no Setor Coimbra. A partir dessa época (1967/68) as celebrações, aos domingos, passaram a ser regulares.
Dentre os primeiros passos para a criação da Comunidade estava a formação de um grupo (masculino) de cursilho, que, sob a direção espiritual do então frei Celso Pereira de Almeida, reunia-se semanalmente na escola da Vila Vicentina. Esse grupo teve pouca duração, mas foi a semente da qual nasceria, depois, o Grupo de Casais da Comunidade. Naquela época o movimento de cursilhos estava em forte evidência na igreja de Goiânia.
        
 
ORGANIZAÇÃO DA COMUNIDADE
 
A partir de 1970 a Comunidade foi, aos poucos, sendo formada. Contou com a colaboração de religiosas do Instituto São Francisco, no Setor Coimbra, e de irmãs dominicanas, dando início à Catequese, para a preparação para a Primeira Eucaristia. Nesse período foram criados o Grupo de Jovens (“JUPA” - Jovens Unidos Para a Ação) e o Grupo de Casais, este ligado ao movimento de cursilhos. Esses grupos marcaram época na comunidade e foram bastante ativos, com expressiva participação nos trabalhos da Igreja.
 
O Grupo de Casais, no seu início, criou uma equipe para cuidar de sua coordenação, sendo formada pelos casais João Ferreira Adorno e Lourdes Alves Adorno, Watson Cortes e Maria Lenira Cortes, Ariston Pereira de Morais e Alair Maria de Morais.
 No âmbito da Pastoral Arquidiocesana, a comunidade estava ligada à Paróquia São Judas Tadeu, que fazia parte da região de Pastoral de Campinas I, com sede para reuniões na Matriz de Campinas. A Comunidade participava das reuniões através de seus representantes na região, com o nome de Comunidade da Vila Vicentina. Era pároco da Igreja de São Judas Tadeu o então frei Celso Pereira de Almeida, que designou para acompanhar as atividades pastorais da Vila Vicentina o Frei Domingos. 
 
 
Este, com seu jeito simples e humilde, prestou relevantes serviços à Comunidade, na animação das celebrações, na orientação da catequese e junto aos grupos da Comunidade, sempre disponível e presente. Foi ele quem incentivou e orientou a criação da Equipe de Música, semente que germinou, cresceu e desabrochou no atual e atuante Ministério de Música da comunidade.
Outro grande colaborador, que prestou relevantes serviços, especialmente na Catequese, preparação para a Primeira Comunhão, preparação para o Batismo e acompanhamento ao Grupo de Jovens, foi o religioso dominicano Frei Zozimo, que deixou na Comunidade um exemplo de doação e perseverança.
Já pelos anos de 1978/79 quem esteve à frente dos trabalhos da Comunidade foi o Frei Jean. Jovem e entusiasta, recém ordenado, embora tenha participado por pouco tempo na Comunidade, deixou fortes marcas de sua passagem.
 
 
Sob sua orientação teve inicio o Grupo de Oração “São Vicente de Paulo”, que foi o quarto da Renovação Carismática de Goiânia e deu grande impulso na espiritualidade da Comunidade. Com reuniões às quartas-feiras à noite, era comum a Capela ficar lotada, com muita animação e participação dos jovens.
 
 
CONFERÊNCIA SÃO DOMINGOS
 
Ainda em 1978 sentiu-se na Comunidade o desejo e a necessidade de iniciar um trabalho de orientação e apoio às famílias que residiam na Vila Vicentina. Havia jovens e crianças que deveriam ser encaminhados para a escola; notava-se uma urgência em dar-lhes ocupação, pois, por não terem atividades, ficavam a perambular pela redondeza. Essa questão foi colocada como desafio para a comunidade. Surgiu de imediato um obstáculo para o inicio do trabalho: a estrutura física da Vila, imóveis e mobiliário pertenciam à Sociedade São Vicente de Paulo e a comunidade não tinha representatividade junto a ela. Por essa razão, quaisquer iniciativas ou decisões a respeito do gerenciamento da Vila dependiam da aprovação dos órgãos da Sociedade. Tais respostas nem sempre eram imediatas, o que causava dificuldades na realização dos trabalhos, muitas vezes sem alcançar resultados concretos. Foi quando surgiu a idéia de se criar uma Conferência Vicentina na Comunidade, para que, através dela, fosse facilitado o acesso à administração da Vila e, com isso, a implantação do trabalho com as famílias.
 
Para discutir esse assunto, realizou-se uma reunião na Capela da Vila, que teve inicio às 9h20min do dia 2 de julho de 1978, com a presença do professor José Luciano da Fonseca e do Sr. Waldivino Augusto de Azevedo, presidentes respectivamente do Conselho Central de Goiânia e do Conselho Particular de Campinas da Sociedade São Vicente de Paulo, aos quais estava subordinada a administração da Vila Vicentina. O professor José Luciano sugeriu que, ao invés de se criar uma Conferência, que demandaria tempo, em vista da tramitação necessária da documentação, seria preferível e mais fácil reativar a Conferência São Domingos, criada anteriormente com essa finalidade e que se encontrava desativada. Explicou que para reativá-la bastaria uma carta do Conselho Central ao Conselho Superior da sociedade, comunicando a reativação.
 
A proposta foi acolhida pelos participantes e assim iniciaram as atividades da Conferência São Domingos na Comunidade. Dessa reunião consta no livro de atas a participação das seguintes pessoas: Watson Cortes, Maira Lenira C. Cortes, Ariston Pereira de Morais, Alair Maria de Moraes, Euriter Quedes, Antonia Fátima Ribeiro, João Ferreira Adorno Filho, Lourdes Alves Adorno, Zózimo Zilo, Cilineu Teixeira, Benedito Caetano de Almeida, Gumercino Filísbino de Sousa, Maria Zilda de Sousa, Alvina Batista Meira, Benedito Pereira da Silva, José Francisco Itacarambi, Pedro Barbosa de Amorim e Raimundo Eleno da Silva; muitos passaram a fazer parte da Conferência.
 
Em nova reunião, realizada no dia 9 de julho de 1978, foi constituída a diretoria da Conferência, tendo sido eleitos os seguintes membros: presidente, João Ferreira Adorno Filho; vice-presidente, Ariston Pereira de Morais; 1º secretário, José Ferreira Borges; 2º secretário, Watson Cortes; 1º tesoureiro, Gumercino Filísbino de Sousa; e 2º tesoureiro, Benedito Pereira da Silva.
 
Nos anos que se seguiram varias pessoas da comunidade passaram pela diretoria da Conferência, dando sua valiosa contribuição, como Euriter Guedes, Maria Lenira Cortes, João de Melo Faria, Warteval Vieira de Carvalho, Leeni Cabral de Carvalho, Eugênio Pacceli Bomtempo, Alair Maria de Morais, Waldivino Augusto de Azevedo, Vicente Paula da Silva, Maria Lisboa Paixão, Lourdes Alves Adorno, Maria Pereira de Urzeda, Ilda Lúcia Souza, Francisco Oliveira Silva e Maria das Graças Silva. Varias outras, mesmo não participando da Diretoria, prestaram sua contribuição aos trabalhos comunitários, destacando-se, com justiça, o nome da Sra. Helena Assunção, que dedicava grande carinho aos moradores da Vila.
                 
        RESULTADOS DESSE TRABALHO
 
Dentre os resultados desse trabalho conjunto, somando a experiência dos vicentinos na realização de obras sociais com o entusiasmo e dedicação da Comunidade, destacam-se:
· criação de um bazar beneficente e um dispensário, com a finalidade de arrecadar donativos, principalmente gêneros alimentícios, para serem distribuídos para as famílias carentes que residiam nos bairros vizinhos;
· ajuda na construção da casa própria para a família que possuía o terreno mas faltava-lhe os recursos para a sua edificação;
· iniciativa do Grupo de Casais, quando cada um assumia a responsabilidade por uma família da Vila, principalmente providenciando a inclusão das crianças na escola e fazendo o acompanhamento delas, providenciando-lhe uniformes e material escolar; e
· engajamento dos jovens do JUPA, solidários ao trabalho da Comunidade, promovendo arrecadação de donativos e participando de gincanas e outras atividades.
Já no segundo semestre de 1979 a Comunidade encontrava-se bem organizada e os seus projetos caminhavam de maneira bastante positiva. Contava em sua estrutura com o Grupo de Casais, Grupo de Oração, Conferência Vicentina e Grupo de Jovens, além das equipes que começaram a se formar para cuidar da Catequese e das atividades litúrgicas.
No final desse ano, o Frei Jean foi transferido para São Paulo. As atividades pastorais da Comunidade foram assumidas pelo frei Mário Rodrigues de Oliveira.
 
 
De temperamento bastante enérgico, dedicado ao seu ministério e com seu jeito próprio de estabelecer laços de amizade, ele atuou de maneira bastante engajada na Comunidade, principalmente com o Grupo de Casais e Grupo de Jovens. Demonstrou zelo e preocupação com a integração da família.
  
O Grupo de Casais reunia-se semanalmente, nas residências de seus membros e se celebrava a missa uma vez por mês, na casa onde se realizava o encontro.
 
 
DESAFIOS
          
A comunidade foi conquistando espaço com a realização de festas, acompanhando o calendário do ano litúrgico, especialmente no período natalino e festas juninas. Eram promovidas campanhas para a arrecadação de donativos, principalmente para a realização da festa de natal na Vila Vicentina, quando eram distribuídos presentes para as crianças e adultos, e também cestas de alimentos. Algumas pessoas, como o Sr. João Ferreira Adorno, o Sr. Benedito Pereira da Silva, e tantos outros, por terem suas raízes na região ruralconseguiam grandes donativos, em especial cereais, com parentes e amigos produtores rurais.
    
 
Houve crescimento na Comunidade e novos casais foram se engajando nos trabalhos. Nas reuniões do Grupo de Casais participavam também pessoas, solteiras, como jovens, religiosos (as) e outros. Todos encontravam seu espaço.
Porém, novos desafios foram surgindo, sendo que dois deles não foram superados até os dias atuais:
1.                construção de um Centro Comunitário, que ofereça espaço físico suficiente para as atividades comunitárias e pastorais;
2.                formação de uma frente missionária para trabalhar de maneira permanente e com eficiência no tocante à evangelização dos moradores do setor.
 
Outro desafio refere-se à Capela, que já não comportava o número de participantes, surgindo a necessidade de ampliá-la, ou então construir uma outra, com maior espaço.
No inicio de 1980, a liderança da Comunidade realizou gestões com a direção da Sociedade São Vicente de Paulo, no sentido de obter o uso do terreno da Vila, mediante comodato, para a construção do Centro Comunitário e a construção ou ampliação da Capela, tendo sido inclusive elaborado um esboço de projeto para essas obras. A decisão da Sociedade não veio de imediato. Por fim, a entidade não concordou com a construção do Centro Comunitário, mas autorizou a reforma e ampliação do salão de reuniões já existente, para uso das atividades comunitárias.
 
 
A Sociedade São Vicente de Paulo autorizou a construção de uma nova Capela, com condição de que fosse incorporada ao seu patrimônio. Após avaliar tal proposta, a comunidade decidiu realizar apenas uma reforma no telhado e pintura, o que aconteceu através de mutirões comunitários. Quanto à falta de espaço da Capela, resolveu-se com o desdobramento das celebrações, criando duas Missas Dominicais: uma pela manhã e outra à noite.
Quanto ao salão, procedeu-se uma reforma mais ampla, com alguma alteração em sua estrutura, troca do telhado, troca de piso, revestimento de paredes, instalações hidráulicas, elétricas e pintura geral. Para a realização dessa obra, a comunidade contou com a valiosa colaboração do casal Luís Gonzaga Coelho de Mendonça e Neuza de Paula Mendonça, que coordenava o Grupo de Casais; ele assumiu a obra com grande interesse, com a participação da comunidade na arrecadação de donativos e na realização de mutirões, concluindo os trabalhos em julho de 1982.
Por essa ocasião, com grande empenho do Sr. Luiz e de sua esposa Neuza, realizou-se, por dois anos seguidos, acampamento de confraternização da comunidade, às margens do Rio Caiapó, próximo à cidade de Iporá.
 
          
 
         EVANGELIZAÇÃO E JOVENS
             
Vale registrar a experiência bastante positiva de evangelização realizada por vários anos pela comunidade, com a formação de grupos de quarteirão ou grupos de quadras, coordenados por uma equipe e com reuniões periódicas nas casas do quarteirão. Era momento para partilhar a palavra de Deus e oração, especialmente nos momentos fortes de celebração da igreja, como Campanha da Fraternidade, em preparação para a Páscoa, novenas de Natal, bem como outros instantes sugestivos para evangelização. Ao concluir os ciclos de reuniões ou novenas, os grupos promoviam o encerramento com o encontro de todos os grupos na Capela, na véspera da celebração realizada pela comunidade. Essa experiência propiciava maior entrosamento entre as famílias do bairro, motivando as que não participavam da comunidade a começar a freqüentar a igreja.
 
Essa experiência deveria ser repensada e talvez retomada na comunidade como instrumento positivo para a evangelização.
 
Quanto ao Grupo de Jovens, é comum ter existência temporária, em razão da sua própria natureza, visto que os seus membros vão amadurecendo em idade e, quando adulto, passam a atuar em outras áreas da comunidade. Isso ocorre quando não se tem o cuidado de arrebanhar novos jovens para substituir os que vão saindo do grupo. Foi o que ocorreu com o JUPA. Depois de um tempo de atuação, teve suas atividades encerradas. Contudo, ficou a boa semente lançada. Já pelos anos de 1983 surge o novo Grupo de Jovens com o nome “Comunidade Unidos no Amor- UNA”, com adolescentes bastante atuantes na comunidade e uma espiritualidade renovada, que muito contribuiu na formação das pastorais e ministérios da Comunidade.
 
A UNA teve suas atividades interrompidas com o episódio da demolição da Capela para a construção da Santa Casa, visto que a comunidade ficou com suas ações suspensas pelo período de um ano; saliente-se, com justiça, que ao retomar os trabalhos, com a inauguração da nova capela, vários jovens oriundos da UNA se engajaram nos ministérios ou pastorais da comunidade.
 
Ainda em 1983, o Frei Mário foi transferido de Goiânia. Estiveram à frente dos trabalhos da comunidade, embora por pouco tempo, o Frei João Basílio e o Frei Cristovão. Assim, já com o nome de Comunidade São Vicente de Paulo, passou a integrar a região de Pastoral Campinas II, com sede na Paróquia São Pio X, no setor Fama. Representantes da Comunidade e da Paróquia São Judas participavam das reuniões e das atividades da região pastoral. Posteriormente, com a reestruturação das regiões de pastoral da Arquidiocese, a Comunidade foi remanejada para a região Centro.
 
CRECHE DA COMUNIDADE
 
Entre os meses de junho e agosto de 1982, com esforços do Frei Mário e da Sra. Maria Lenira C. Cortes, na gestão do pároco da Igreja de São Judas, frei Alberto Cardoso Furtado, foi criada a creche, inaugurada no dia 18 de setembro de 1982, com o nome de Creche Maria de Nazaré.
 
 
Com a sua inauguração, embora tenha sido uma grande realização da comunidade, o antigo sonho de dispor de um Centro Comunitário, que parecia estar sendo alcançado, teve que ser adiado, visto que a creche foi instalada provisoriamente no salão, após algumas adaptações.
 
 
 
 
 
Embora com restrições de horários de disponibilidades do salão, para uso da comunidade, graças à boa convivência reinante entre a administração da creche e a comunidade, várias atividades se realizavam no salão, como reuniões e outros eventos.
 
 
A creche, ao ser inaugurada, não constituiu de imediato uma diretoria. Foi administrada inicialmente pela Sra. Maria Lenira, fundadora, com a cooperação voluntária de vários membros da comunidade.
 
No período seguinte, até 4 de abril de 1989, ela foi se consolidando como atividade prioritária na área social da comunidade.
 
Após um período, administrada pela fundadora, quando ela se afastou a coordenação da creche foi assumida pela Sra. Alair Maria de Morais, juntamente com pessoas da comunidade, principalmente do Grupo de Casais, que foram se engajando ao trabalho e dando inicio à formação de uma equipe de administração, em principio composta de coordenação, secretaria e tesouraria.
 
 
Até que se chegasse a constituir-se como entidade jurídica, ela passou por uma transição, procurando sempre melhorar sua organização administrativa.
 
Nessa época, de 1984 a 1986, foi pároco na igreja São Judas o frei José Fernandes, que acompanhou com muito interesse os trabalhos da creche. Passou pela tesouraria por um longo período, prestando sua valiosa contribuição, o Sr. Waterval Vieira de Carvalho. Os serviços de secretaria foram assumidos pela Sra. Leeni Cabral de Carvalho.
 
A partir de 1986, o frei Bruno assumiu a Paróquia São Judas. Alguns casais da comunidade e da Paróquia São Judas, a convite do frei Bruno, motivados a assumir os trabalhos da creche, criaram condições para que a sua organização como entidade beneficente se concretizasse. Nessa época, seu quadro administrativo já constava de Presidência, Vice-Presidência e Diretorias Administrativa, Financeira e de Patrimônio.
 
Em 4 de abril de 1989, em Assembléia Geral, com participação dos membros da comunidade e da Paróquia São Judas, sob a presidência do pároco, frei Bruno, a creche ficou constituída como Associação Civil Beneficente,com o nome de Creche Nossa Senhora de Nazaré. Conforme livro de Atas, participaram da Assembléia de Constituição: frei Edvaldo Antonio dos Santos (Frei Bruno), Ariston Pereira de Morais, Maria Regina de Castro Félix, Neuza Maria de Paula Mendonça, João Waldek Félix, Alair Maria de Morais, Maria Valdiva Leão, José Leão da Silva, Jurandir Cardoso Laureano, Elza Aparecida Laureano, Edith Santos Carvalho, Generosa Alves da Cruz, Maria Lenira C. Cortes, Fernandes José da Silva Rezende, Sirlene Tereza P. Santos Rezende, Antônio Rosa Mesquita,Vadivina Rosa Mesquita, Arlete Maria de Souza.
 
Ressalte-se o grande empenho do dr. João Waldek Félix, então secretário da creche, pelo esforço na elaboração, aprovação e registro do seu estatuto, que foi registrado no 1º Cartório de Registro de Títulos e Documentos de Goiânia, Livro 3-A, nº 1.236, em 16.05.89.
De conformidade com o estatuto, são órgãos da Creche:
Presidência Honorária (É sempre o Pároco)
Assembléia Geral
Diretoria:
·       Presidente
·       Vice-presidente
·       Secretário
·       Diretor Financeiro
·       Diretor Administrativo
·       Diretor de Patrimônio
Conselho fiscal
             
Após a instituição da creche, com a aprovação do seu estatuto como associação civil beneficente, foi eleita a primeira diretoria:
·       Presidente Honorário: Frei Bruno
·       Presidente: Neuza Maria de Paula Mendonça
·       Vice Presidente: Regina de Castro Félix
·       Secretário: dr. João Waldek Félix
·       Diretor Financeiro: Ariston Pereira de Morais
·       Diretor Administrativo: Maria Valdiva Leão
·       Diretor de Patrimônio: Jurandir Cardoso Laureano
Conselho Fiscal:
·       Luiz Gonzaga Coelho de Mendonça
·       Antonio Rosa Mesquita
·       Cláudia Vilela Castro V. Pinheiro
 
Conforme registro no Livro de Atas, em 22.05.1997, a creche já estava instalada no novo endereço, mas somente em 10 de junho de 1999 consta a oficialização da mudança da Rua B-6, na Vila Americano do Brasil, para o endereço atual, à Av. Estados Unidos c/ Av. Canadá ou Rua Campinas, esq. c/ Rua C-4, Jardim América.
 
 
Em 01.12.2004, foi alterado o nome da creche para Centro de Educação Infantil Nossa Senhora de Nazaré, conforme registro em ata, em atendimento à legislação.
 
Além das muitas pessoas que vêm prestando valiosa colaboração para que a creche funcione, seja pelos seus trabalhos e presença, seja por doações, são relacionados, a seguir, quem participou ou ainda participa, exercendo cargos em seu quadro administrativo, conforme registro em atas: Nayma N. Evangelista, José Eduardo Andrade Neto, Lúcia Helena Alves F. Barbosa,Isabel Cristina Alves F. Adorno, Marta Martins, Jarbas Evangelista, Cilene Aparecida de Castro Andrade, José Geraldo Araújo, José Geraldo Saraiva, Maria de Lourdes Aires, Diorivano Ramos, Décio Domingos de Oliveira, João Adorno Filho, Divino Silva Pinheiro, Regina Marta Alves F. Borges, Cilineu Antonio Teixeira, Silvia Goreti S. Saraiva, Marcio Antonio P. Sodré, Maria José P. S. Pinheiro, Maria Belizária dos Santos Borges, Ana Francisca Alves Ferreira Adorno, Ricardina Ribeiro da Silva Pinheiro, Vicente Rodrigues Pereira, Maria Alves da Costa, Elvira Pereira, Antonio Nilton e Celi Pereira de Souza.
 
ABRIGO
           
Havia na Vila Vicentina alguns idosos, homens e mulheres, que, sem a presença de suas famílias, moravam em quartos separados, alguns deles mantendo as suas próprias cozinhas, e outros já sem condições. Foi então que surgiu a idéia de adaptar uma das casas da vila, transformando-a em residência coletiva, para reunir ali todos os idosos da vila.
 
A Conferência São Domingos assumiu o gerenciamento dessa iniciativa, com a colaboração da Comunidade, que participou realizando mutirões e arrecadando donativos em materiais de construção, o que possibilitou a conclusão da construção em junho de 1980, data em que foi inaugurado com o nome de Abrigo de Idosos São Vicente de Paulo.
 
Na sua primeira fase contava com seis dormitórios, um refeitório, cozinha, despensa, um depósito de gêneros alimentícios e uma sala para a administração. O seu gerenciamento era exercido pela Conferência São Domingos, que trabalhava de forma integrada com a comunidade, visto que seus membros eram também membros da comunidade.
 
Ao ser inaugurado, o abrigo teve como primeiros moradores: Pedro Mariano, Ana Martins dos Santos (dona Mariana), Rosária Maria de Souza, Antonio Pires e Margarida.
 
 
 
Nos anos seguintes, o abrigo realizou um expressivo trabalho de acolhimento a idosos. Ampliou as suas instalações, chegando a ocupar três das antigas casas da vila, que passaram por reformas e adaptações, constituindo alas separadas para dormitórios, masculino e feminino, salas para enfermagem e farmácia, e construção de novo refeitório.
 
Em outras etapas foram construídos lavanderia, banheiros para portadores de cuidados especiais, reforma e ampliação da cozinha. Durante a década de 1990, até 2002, o abrigo chegou a acolher cerca de 70 idosos, entre homens e mulheres, e era mantido com recursos da Sociedade São Vicente de Paulo, doações arrecadadas pela comunidade, convênios com órgãos públicos e doações de outras comunidades.
 
Em junho de 2003, o Conselho Central de Goiânia da Sociedade São Vicente de Paulo reivindicou para si a administração do abrigo, destituindo da sua diretoria todos os membros que pertenciam à comunidade, o que tornou a gestão praticamente desligada dos trabalhos da comunidade.
 
IRMÃS FRANCISCANAS NA VILA VICENTINA
 
No segundo semestre do ano de 1986,entre os meses de setembro a outubro,chegou na Vila Vicentina a Irmã Maria das Graças.Ela viera a convite dos senhores Vicentinos,para prestar serviços junto a comunidade,especialmente na creche e no abrigo,mas também com o propósito,juntamente com outras postulantes a vida consagrada de estabelecer na Vila Vicentina uma casa de formação religiosa e desenvolvimento de outros trabalhos evangélicos.
 
Entre os meses de outubro/novembro de 1987 foi concluída pela Sociedade São Vicente de Paulo,a construção da casa para a residência das irmãs,inaugurada já com a presença das noviças Cecília e Lilian.Com a denominação congregacional de Irmãs Franciscanas Nossa Senhora rainha da paz.No mês de julho de 1988 o convento das irmãs contava com o efetivo de seis irmãs,sendo elas:Maria das Graças,Cecília,Lilian,Terezinha,Gina e Joana.
 
Ainda naquele mesmo ano,as irmãs Maria das Graças,Lilian e Terezinha mudaram-se para a cidade de Bela Vista,ficando na casa:Cecília,Gina e Joana que continuaram prestando serviços no abrigo.Em maio de 1989 as irmãs remanescentes também mudaram-se da Vila Vicentina,devolvendo a casa para a sociedade São Vicente de Paulo.A partir de fevereiro de 1992 a casa aonde moravam as irmãs passou a funcionar como albergue para acolher pacientes da Santa Casa,vindos de outras cidades para tratamentos prolongados e que não dispunham de recursos para custear hospedagem.
 
O albergue funcionava como uma extensão do abrigo.Sendo que os moradores do abrigo eram idosos e residentes em caráter permanente.Enquanto que os albergados eram hospedes transitórios,formados por faixas etárias variadas inclusive crianças,que não poderiam ser hospedadas no abrigo juntamente com os idosos. Em junho de 2003 ,quando o abrigo passou a ser administrado diretamente pelo conselho da Sociedade São Vicente de Paulo,aconteceram mudanças em sua estrutura,tendo sido extinto o albergue.
 
TRANSFERÊNCIA DA SANTA CASA, DA RUA 4, CENTRO DE GOIÂNIA, PARA O TERRENO DA VILA VICENTINA
 
No dia 29 de julho de 1984, a Comunidade São Vicente de Paulo foi informada, pela Conferência São Domingos, do projeto de construção da Santa Casa no terreno da Vila Vicentina. Em conseqüência, as famílias que ali residiam seriam transferidas para outros locais. Segundo a informação os prédios da Creche, do Abrigo, da Escola e a Capela seriam preservados. No dia 21 de outubro de 1984 já estava instalado, no terreno da Vila Vicentina, o canteiro de obras da Santa Casa, pela construtora Engenharia Santa Bárbara.
 
DEMOLIÇÃO DA CAPELA
 
A demolição da Capela ocorreu entre os dias 24 e 28 de outubro de 1984. Foi um fato considerado arbitrário, pois a Sociedade São Vicente de Paulo não cumpriu a promessa de que a Capela seria preservada, somando-se à maneira desrespeitosa do procedimento da demolição, sem nenhum aviso prévio à coordenação da Comunidade ou à direção da Paróquia. A Capela estava fechada quando chegaram as máquinas da construtora, dando inicio a demolição; alguém avisou a Coordenação da Comunidade que, chegando ao local, pediu aos executores da demolição prazo de algumas horas; com o auxilio de pessoas da vizinhança, retirou os bancos e armários da Capela, inclusive o altar e o sacrário. Em seguida realizou-se a demolição.
 
Realizou-se em 13 de novembro de 1984 uma reunião com o arcebispo de Goiânia, dom Fernando Gomes dos Santos, no salão da Creche, com as presenças do pároco de São Judas, frei José Fernandes, frei Humberto, membros da direção da Sociedade São Vicente de Paulo e coordenadores da comunidade. Dom Fernando censurou com veemência a atitude desrespeitosa e arbitrária com relação à demolição da Capela. Os vicentinos dirigentes da Sociedade São Vicente de Paulo propuseram que construiriam uma nova Capela, em substituição à que fora demolida. Em resposta, dom Fernando disse que a construção de uma capela nova não justificaria o fato ocorrido, mas que aceitaria desde que o terreno da Capela fosse escriturado para a Cúria Metropolitana, com a finalidade de evitar a repetição de fato semelhante no futuro.
 
Em dezembro de 1984, em vista do impasse criado com a demolição da Capela, ficou proibido pelo pároco, frei José Fernandes, a celebração de missas dominicais na Vila Vicentina. Só continuaram funcionando a Creche, o Grupo de Oração, o Abrigo e a Conferência Vicentina.
 
No período de junho a dezembro de 1985 foi construída a nova Capela, sendo a comunidade informada de que, tão logo a concluísse, ela seria entregue, mobiliada, para a Arquidiocese. Em junho de 1986 realizou-se uma reunião com dom Antonio Ribeiro de Oliveira, novo arcebispo de Goiânia, com membros da comunidade e o pároco, Frei Bruno, quando ficou acertada a inauguração da nova Capela. O ato inaugural aconteceu em julho de 1986, em celebração solene, com a entrega daquele patrimônio ao arcebispo, dom Antonio, pela Sociedade São Vicente de Paulo, representada naquele ato pelo presidente do Conselho Metropolitano de Goiana, Sr. Geraldo Bibiano.
 
INAUGURAÇÃO DA CAPELA
 
 
Aconteceu em uma manhã de domingo do mês de julho de 1986,em missa solene presidida pelo Arcebispo de Goiânia Dom Antonio concelebrada por Frei Bruno,com presença festiva da Comunidade e de membros da Sociedade São Vicente de Paulo.
 
 
ATIVIDADES DA COMUNIDADE NA NOVA CAPELA
 
 
Após a inauguração da capela, em reunião com os membros da comunidade, o Fr. Bruno informou que não seria celebrada a eucaristia todos os domingos, mas somente ocasionalmente. Contudo, autorizou a comunidade a realizar a celebração da palavra aos domingos.
 
Inicialmente a comunidade recebeu com certa reserva essa iniciativa do Frei Bruno, sentindo como se fosse uma “retaliação” á comunidade por parte da paróquia.
 
Somente muito mais tarde é que se deu conta de que tal iniciativa fora na verdade uma decisão de grande sabedoria por parte do Frei Bruno. Pois tal decisão forçou a comunidade a assumir com responsabilidade a dimensão leiga da igreja.Aliás,este é o desejo da igreja,que o leigo assuma cada vez mais a sua condição de igreja evangelizadora,quer no mundo leigo como na área eclesial interna,conforme prescreve a respeito,o catecismo da Igreja Católica,n°897 a 913.Diante da condição em que se encontrava a comunidade de ter que assumir as decisões de sua própria caminhada,sentiu-se a necessidade urgente da organização de um quadro de ministros extraordinários da eucaristia para assumir as suas atividades litúrgicas.Aos poucos a comunidade foi se reorganizando,retomando as atividade interrompidas anteriormente.Novas equipes ou grupos de trabalho foram sendo formados dentro de cada pastoral específica,como pastoral litúrgica,pastoral do dízimo,etc.
 
Quanto á celebração da palavra aos domingos,houve grande contribuição por parte dos seminaristas do convento São Domingos da Paróquia São Judas Tadeu,como também das irmãs da Vila Vicentina,não só na orientação e preparação da liturgia como principalmente animando e presidindo as celebrações,lembrando que as irmãs Neiva e Mariana do Instituto São Francisco de Assis também prestaram valiosa contribuição,principalmente nas atividades da catequese.
 
No segundo semestre de 1987,começaram as celebrações de missas dominicais com regularidade na capela.
 
Mediante esforços da coordenação com acompanhamento e apoio do Fr. Bruno várias pessoas foram assumindo tarefas e responsabilidades na organização da caminhada da comunidade criando condições para que se realizasse em 05 de março de 1989 a primeira assembléia da comunidade,na nova Capela(5ª assembléia da comunidade).
 
Quando então foi criado o conselho de Pastoral, (Ata n°12)  como órgão deliberativo da comunidade.
 
O conselho pastoral da comunidade conforme foi deliberado em assembléia é formado por um (1) representante de cada seguimento de pastoral existente que após eleitos elegem um de seus membros como presidente do conselho que é também o coordenador da comunidade.
 
O conselho reúne-se ordinariamente uma vez por mês,sob a supervisão do pároco ou seu representante junto a comunidade.
 
O conselho constituído na assembléia acima mencionada, para seu primeiro mandato,foi formado por dez(10) membros efetivos e dois (02) suplentes,com as seguintes representatividades:
Liturgia: Warteval Vieira de Carvalho.
Grupo de casais: Jurandir C. Laureano e sua esposa Elza Laureano .
Grupo de oração: Sra. Judith Vaz Mathias.
Ministério da eucaristia: Sra. Neuza M. P. Mendonça.
Ministério de enfermos: Sra. Maria L. Paixão.
Catequese: Sra. Maria Lenira C. Cortes.
Grupo de jovens: Luiz Carlos.
Conferencia São Domingos: Benedito P. Silva.
Grupo de novenas: Sra. Edith S. Carvalho.
Casa das Irmãs: Irmã Gina.
Suplentes: Ariston P. de Morais e Fernandes José da Silva Rezende
 
PATRIMONIO DA COMUNIDADE
 
 
Havia a idéia de que a Comunidade fosse transformada em sede de Paróquia. Por essa razão quando o Arcebispo D. Antonio foi comunicado da conclusão da construção da Capela antes de sua inauguração pediu aos Vicentinos que construísse a casa ao lado da Capela que seria a residência do Pároco.
 
Diante do adiamento da criação da Paróquia, a comunidade passou a usar a casa como espaço de suporte para suas atividades pastorais como:aulas de catequese,reuniões dos grupos de pastorais e também como apoio nos encontros realizados na Capela.
 
No decorrer do tempo realizaram-se melhorias na estrutura da Capela.Em setembro de 1995,realizou-se uma reforma quando foi construída a área coberta na frente e modificações de sua fachada (foto). Essa reforma foi administrada por José Geraldo de Araujo,então secretário do conselho pastoral comunitário.Houve também troca do forro de gesso por PVC e a construção da Capela do Santíssimo ao lado do púlpito da Capela.
 
Ainda com referência a utilização da casa,conforme descrito acima,diante da limitação do espaço físico dificultando o bom desempenho das atividades reacendeu-se o antigo sonho das décadas de 1970/80 de que a comunidade viesse a ter seu próprio centro comunitário;assim é que somando esforços de toda a comunidade e grande empenho das coordenações a partir de arrecadações do dizimo,doações,realização de eventos como almoços,jantares comunitários sobras de rendas de festas do padroeiro,festas juninas,criou-se um fundo financeiro que possibilitou a aquisição em junho de 2001 do lote situado na rua da Capela a um quarteirão abaixo,ou seja Lt.10 Qd.10,rua B-6 Vila Americano do Brasil.Usando dos mesmos recursos e mesmos esforços foi adquirido também em outubro de 2007,o Lt. n°02 Qd.10 ,da rua B-7 ao fundo do lote adquirido anteriormente, perfazendo a área de mais de 800m² ,ficando assim resolvida a questão do terreno para a construção do centro comunitário.Contudo,haviam ainda alguns inconvenientes para construção;por exemplo:a localização do terreno não era adequada para tal finalidade,visto que as vias de acesso são estreitas carregadas pelo tráfego em decorrência das atividades da Santa Casa,somando-se ainda o forte declive do terreno,o que certamente encareceria o custo da obra.Surge então uma oportunidade de ouro,o Lt.08 da Qd.13,Rua B-6 em frente da Capela é colocado a venda.Mais uma vez com esforços da coordenação,o apoio da comunidade foi possível realizar uma quase que permuta,com a venda do lote da rua B-7 adquirindo então o mencionado lote. Atualmente (Out/2009*) já se pensa na elaboração do projeto para a construção do centro comunitário.
 
Um longo sonho tornando-se realidade. “Quando sonhamos sozinhos é apenas um sonho,quando sonhamos juntos torna-se realidade.”    (D. Helder Câmara)
 
 
      CONTINUAÇÃO DAS ATIVIDADES PASTORAIS E ADMINISTRATIVAS DA COMUNIDADE
 
Criado e instalado o Conselho Pastoral,contando com o apoio irrestrito do Frei Bruno,com sua dinâmica própria de formador,a comunidade procura dinamizar suas atividades já em andamento como também busca a criação de novos seguimentos da pastoral.
 
 
FESTAS JUNINAS
 
Dentre as atividades que buscam a integração, lazer e confraternização vêm se destacando as Festas Juninas. Teve inicio na Comunidade pelos anos de 1.989 ,quando eram realizadas no salão da antiga Creche,rua B-6, Vila Americano do Brasil. Passando depois a serem realizadas em frente a Capela. Havia um sério inconveniente, visto que fechava-se a rua o que causava sérios transtornos para a vizinhança que ficavam impedida de sair e entrar em suas garagens.  Já pelos anos de 2.001 obteve-se a liberação do estacionamento da Santa Casa,ao lado do Abrigo para a realização da festa,onde prevaleceu por algum tempo. Ultimamente,conseguiu-se a liberação do estacionamento do Hiper Moreira para a realização da festa. Já no ano de 2.004,consta em documentos da comunidade a realização da festa naquele local;sempre com boa organização bem freqüentada tanto pelo público da Comunidade como da vizinhança.
 
GRUPO DE JOVENS VIDA NOVA
 
Ainda por essa época em meio aos esforços e em busca de um novo ardor missionário,como pede a Igreja,nasce na Comunidade o novo grupo de Jovens, com o nome “Grupo de Jovens Vida Nova”.Este,vem com bastante força como vocação para a renovação da espiritualidade da igreja. O grupo começa a atuar na área da catequese, principalmente na formação de novas turmas de crisma. Também arregimentando encontros com palestras de formação para a juventude enriquecendo assim a atualização da vida renovada na Comunidade. De inicio o Frei Bruno não pode contar com a disponibilidade de outros frades da Paróquia,tendo que assumir as atividades pastorais da Comunidade conjuntamente com as da Paróquia.Contudo contou com o reforço dos seminaristas do convento São Domingos,principalmente na pastoral catequética.Entretanto,o Frei Wanderley parece que se identificando melhor com a pastoral litúrgica começa a sobressair nas celebrações litúrgicas.Tendo sido ordenado diácono ,foi se dedicando mais a liturgia.Tão logo fora ordenada presbítero o Frei Wanderley Rodrigues Mesquita OP,assume a frente das atividades da Comunidade,quase que com exclusividade. No início de 1999 houve remanejamento na igreja de São Judas Tadeu. O Frei Bruno e Frei Wanderley foram transferidos de Goiânia.O Frei Humberto assume temporariamente as funções de Pároco.Em 05/02/2000 o Frei Edmilson de Oliveira é designado em caráter efetivo para as funções de pároco da igreja São Judas.Tendo chegado a Goiânia o Frei José Roberto,é designado para assumir os trabalhos pastorais da Comunidade São Vicente de Paulo,que o faz com bastante autonomia concedida pelo Frei Edmilson. O Frei José Roberto assume com dedicação os trabalhos da Comunidade,com expressiva assistência espiritual a Santa Casa,ao Abrigo de Idosos e a Creche. Faz uma caminhada bastante presente junto a comunidade procurando dinamizar sempre mais os trabalhos comunitários. No começo de agosto de 2001 o Frei José Roberto é transferido de Goiânia.Quem o substitui na comunidade é o Frei Célio que não permaneceu por muito tempo frente a comunidade.Tendo mudado o Frei Célio de Goiânia, o Frei Edmilson assume os trabalhos pastorais da Comunidade conjuntamente com os trabalhos da Paróquia. Já em fevereiro de 2003,tendo o Frei José Roberto retornado para Goiânia, reassume os trabalhos da comunidade permanecendo a frente dos trabalhos até ../.../..., quando é designado pároco da Igreja São Judas,a partir de então passa a assumir cumulativamente as atividades da Comunidade com as funções de Pároco, com a cooperação do D. Celso e Frei Humberto que vem auxiliando-o nos trabalhos da comunidade.
 
 
PÁROCOS DA IGREJA SÃO JUDAS - 1955 A 2004
 
17.02.1955 – Frei Nazareno Confaloni
30.09.1956 – Frei Miguel Lanzani
31.07.1957 – Frei Nazareno Confaloni
09.09.1959 – Frei Henrique Ciocci
11.02.1960 – Padre José Maria Lorenzetti
09.05.1962 – Frei Nazareno Confaloni
28.04.1967 – Frei Celso Pereira
01.06.1971 – Frei Lourenço Maria Papin
24.06.1973 – Frei Humberto Pereira
03.04.1977 – Frei Alberto Cardoso Furtado
25.11.1983 – Frei José Fernandes
16.03.1986 – Frei Edvaldo Santos ( Frei Bruno)
13.02.1999 – Frei Humberto Pereira
05.02.2000 – Frei Edmilson de Oliveira
**.**.**** - Frei José Roberto
 
Fonte: Veritas jornal da Paróquia São Judas Tadeu
Edição especial- Outubro 2004 Ano 02 n°06
 
 
 
COORDENADORES DA COMUNIDADE
NA NOVA CAPELA
 
 
10.03.1.989 – Ariston Pereira de Morais
                       (Ata nª12 de 10.03.1989)
19.02.1994 – Maria das Graças Araujo
                      (Ata de 18.02.1994 – Livro 1 Pag. 15)
Jan 1.998 a Dez 2000 – Neuza de Paula Mendonça
                                       (Por informação)
Jan 2000 a Dez 2001 – Marta Martins
                                      (Ata de 05.12.2000)
Jan 2002 a Dez 2003 – Weslley Damásio Cruz
                                      (Ata de 07.02.2002)
Jan 2004 a Dez 2005 – Ana Francisca Adorno
                                     (Ata de 13.12.2003)
Jan 2006 a Dez 2007 – Roselene Moreira Braz Barbosa
                                     (Constante do Livro 3 Pag.11)
Jan 2008 a Dez 2009 – Weslley Damásio Cruz
                                    ( Atual...)
 
DATAS RELEVANTES NAS ATIVIDADES
DA NOVA CAPELA
 
 
Junho de 1989 – Início das Festas Juninas da Comunidade
30.09.1989 – Realizou-se festa do padroeiro na Capela
Setembro de 1989 – Inicia-se celebração de casamentos somente para membros da Comunidade.
Novembro de 1989 – Primeiras iniciativas para a retomada de cursos para Crisma.
15.03.1994 – A Paróquia bem como a Comunidade passam a integrar a região centro.
2° semestre de 1994 - Inicio de celebração de missas as 5ª feiras.
Agosto de 1995 – Reforma da Capela. Cobertura da área da frente,nova fachada.

Comunidade São Vicente

Horário das Celebrações:

Domingo: 8h e ás 19h30
Quinta-feira: Novena em louvor a Nossa Senhora do Pepétuo Socorro ás 19h30

Endereço:

Rua B-6 n°72. Vila Americana do Brasil. Goiânia - GO
CEP: 74.210-101.
Ponto de Referência: Atrás do Hospital Santa Casa.

Fone: (62) 3251-2133

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